Laboratório Nacional De Luz Síncrotron (LNLS)

Algumas das lembranças mais legais da época da escola eram as visitas as fábricas. Era (e ainda é) mágico ver como as coisas são feitas.

Mas por gostar muito de ciência, inovação e criatividade, sempre achei que faltava um contraponto.

Como inspiração — e talvez um pouco de provocação as escolas — resolvemos fazer uma série de passeios em locais que respiram ciência, inovação e criatividade.

E começamos com chave de ouro. Fomos ao Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) em Campinas, o acelerador de partículas brasileiro.

 Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS)

Fomos super bem recebidos pelos colegas Felipe Bombacini e Sérgio Rodrigo Marques. É de encher de orgulho conhecer algo tão legal com tanta tecnologia e talento nacional.

Durante muitos anos, o LNLS foi o único no hemisfério sul (agora existe um na Austrália). E ao lado já está em construção o Sirius, um gigante que, se o cronograma for mantido, será o melhor do mundo quando for lançado.

No LNLS, as partículas são aceleradas e nesse processo gera radiação. A energia gerada é algumas vezes maior que a de uma partícula liberada em uma bomba atômica.

Para mudar de direção (e “fazer a curva” no anel acelerador), os elétrons são empurrados por um campo magnético gerado por imãs. Este processo gera luz. A luz é filtrada (para sair apenas o comprimento de onda desejado em cada pesquisa) e ser usada para estudar materiais. O sistema consegue emitir luz visível, infravermelho, ultravioleta e raios X. E os materiais testados podem ser de todo tipo. Um tecido orgânico, um metal, um gás etc. Desta forma é possível testar uma variedade incrível de coisas, fundamental para gerar novos medicamentos, ligas de metais mais resistentes, novos plásticos etc.

E grande parte disso em áreas fundamentais para botar o Brasil no mapa, como nanotecnologia, biologia molecular e energia alternativas.

A diferença do LNLS para o CERN (além da escala) é que o objetivo e estudar a colisão de partículas, então existe um acelerador no sentido oposto e a luz que é gerada para acelerar não é algo bom, pois é entendido como perda de energia.

Laboratório Nacional De Luz Síncrotron (LNLS)
Laboratório Nacional De Luz Síncrotron (LNLS)
Laboratório Nacional De Luz Síncrotron (LNLS)
Laboratório Nacional De Luz Síncrotron (LNLS)
Laboratório Nacional De Luz Síncrotron (LNLS)Laboratório Nacional De Luz Síncrotron (LNLS)Laboratório Nacional De Luz Síncrotron (LNLS)

Conhecer as entranhas desse sistema foi maravilhoso.

Outra graça do sistema para quem ama inovação é que ele mistura um monte de tecnologias e inteligências diferentes. Mecânica, física, eletrônica, química, biologia…

Não apenas as maravilhas do sistema em si, mas todos os detalhes para conseguir fazer algo nesta escala com esta precisão.

E com isso, um monte de ferramentas que a gente ama. Soluções para soldar titânio em porcelana, cortadoras laser de alta potência e muito mais.

Nas fotos, antena usada para medir a posição do feixe de elétrons (BPM: Beam Position Monitor) e um braço robótico de 6 eixos que controla uma solda TIG (em uma mesa com 2 eixos adicionais). Necessário para fazer uma solda perfeita em um delicado tubo de cobre que não pode ter a menor ondulação. Se estamos falando de partículas, qualquer lombada é suficiente pra causar um estrago na medição ou até sobreaquecer o sistema e derreter tudo 😀

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