Arduino Raspberry PI

Quando olhamos para o Facebook, Amazon, o Google e outros gigantes da internet, não paramos para lembrar que nenhum deles teria acontecido se não usassem ferramentas gratuitas, colaborativas e que pudessem ser modificadas. Sem Apache, PHP, Netscape, mySQL e Linux — e estou citando apenas alguns dos mais famosos — essas empresas muito provavelmente não teriam nem existido.

Citei grandes empresas, mas vale dizer que a internet como um todo seria bastante diferente.

O mesmo deverá acontecer com esta nova Revolução Industrial. Na maioria das vezes, o consumidor nem ficará sabendo se um novo produto usou impressão 3D ou alguma solução acessível de software ou hardware para ser viabilizado.

Ainda que algumas soluções não sejam totalmente abertas, o fato de ser barato, fácil e flexível, ajuda no aprendizado, estimula a criatividade e viabiliza a criação de protótipos.

Muita gente sabe que os criadores do Pebble – aquele relógio que bateu 10 milhões de dólares em sua campanha de crowdfunding — não conseguiram um 2ª rodada de financiamento, por isso recorreram a comunidade (Kickstarter) para conseguir investimento. O que poucos sabem, é que eles usaram Arduino para fazer seu protótipo.

A tecnologia está mais acessível e, algumas delas (como impressão 3D e Arduino) são participantes importantes nesse cenário.

Mas não são os únicos, existem diversas opções menos conhecidas. Neste segmento que também é chamado de “mini PCs”, existem os chamados single board microcontrollers (como Arduino ou BeagleBoard) e os single board computers (como o Raspberry PI.

Não existe melhor ou pior, existe o que é mais adequado para o que você precisa.

E para quem quer entender um pouco melhor algumas diferenças, esse vídeo abaixo é uma ótima maneira de começar.

Ricardo Cavallini

Fundador do Makers Brasil.

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