Qualquer pessoa pode criar, prototipar, produzir, vender e distribuir qualquer produto.

Aceitar esta frase não é tão simples. Até então, acreditávamos que este era o tipo de tarefa viável apenas para grandes indústrias e corporações. Mas o mundo mudou… e continua mudando.

Pense em todas as dificuldades existentes para isso. É preciso ter conhecimento, acesso a tecnologia, financiamento, ferramentas, um ecossistema de serviços etc. Essas dificuldades estão sendo reduzidas ou extintas pela avanço da tecnologia e da conectividade. A informação é abundante. O conhecimento (formal e informal) está cada vez mais acessível na internet. Não dependemos mais das fontes tradicionais de investimento e a tecnologia está cada vez mais barata e acessível, inclusive nos trazendo soluções como Arduino e Impressão 3D que tornam ainda mais acessíveis (mais fácil, mais barato e mais rápido) criar produtos e serviços.

É uma nova Revolução Industrial através da democratização da inovação.

Em junho de 2014, o presidente norte-americano Barack Obama realizou o primeiro evento Maker na Casa Branca. Atento as mudanças, Obama faz parte do grupo de pessoas que acredita que estamos passando por uma nova Revolução Industrial. Uma revolução que, segundo ele, pode fazer renascer a indústria norte-americana, lançando novos negócios, espalhando o conhecimento científico nas escolas, criar empregos e construir a indústria do futuro. Em um mundo globalizado, esta nova realidade atende o Brasil e os brasileiros.

Ironicamente, com toda a tecnologia envolvida, esta nova Revolução Industrial parece fazer uma volta ao passado, pois o poder da produção deixa de ser exclusivo das grandes fábricas e corporações. Porém, apesar de lembrar do trabalho dos artesãos, o momento que vivemos agora é único e tem uma diferença importante: pessoas, startups e pequenas empresas não estão mais limitados a produção em pequena escala e de distribuição local.

Bem vindo ao movimento Makers, bem vindo a Revolução.

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